Tons do Parque

VALE A PENA COMPRAR UM IMÓVEL ANTES DOS 30 ANOS DE IDADE?

Saiba o que o jovem deve levar em conta ao decidir entre comprar ou alugar no início da vida adulta



Ao começar a trabalhar e ganhar o próprio dinheiro, muitos jovens já começam a pensar em sair da casa dos pais e a ponderar se vale mais a pena comprar ou alugar um imóvel. Essa dúvida é ainda mais forte para aqueles que já pensam em se casar ou juntar as escovas de dente com um namorado ou uma namorada. Para torná-la ainda mais cruel, há ainda o peso da chegada dos 30 anos, idade simbólica que pressupõe certas conquistas.


Mas será mesmo fundamental comprar um imóvel até os 30? Não ter atingido essa conquista nessa idade deve ser motivo de frustração? Quais devem ser os fatores cruciais a nortear a opção pela compra ou não de um imóvel por um jovem? Vale a pena alguém que ainda tem muito a se desenvolver na carreira se comprometer com um financiamento de longo prazo?

Respondendo logo de cara a uma das perguntas que mais afligem os jovens, não, chegar aos 30 anos sem ter um imóvel próprio não é motivo para frustração. Agora, isso também não é motivo para relaxar: pensar em comprar um imóvel em algum momento da vida não tão distante e se preparar para isso desde cedo é uma ótima ideia.

EXAME.com ouviu quatro especialistas em finanças pessoais com opiniões bastante distintas sobre a compra de imóveis por jovens. A partir da visão deles, veja o que você deve ponderar ao tomar sua decisão e planejar a idade certa de comprar:

1 - Compare a taxa de aluguel com a taxa de retorno dos investimentos e com o custo do financiamento imobiliário

Samy Dana, professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV), tem uma visão bastante pragmática. Para ele, independentemente da idade, o fator técnico a se levar em conta para decidir entre alugar e comprar um imóvel é a taxa de aluguel. Para calculá-la é preciso dividir o valor do aluguel de um imóvel semelhante ao que você deseja comprar pelo valor do imóvel em si.

Por exemplo, se você quer morar em um imóvel que custe na faixa dos 500 mil reais, e o aluguel de um imóvel como esse na mesma região custa cerca de 2 mil reais, a taxa de retorno do aluguel desse tipo de moradia é de 0,40% ao mês, ou 4,91% ao ano, antes de IR.

Se você tem o dinheiro na mão para comprar esse imóvel à vista, deve se perguntar se é possível ganhar mais do que isso em uma aplicação financeira. Em caso positivo, vale mais a pena investir e morar de aluguel. Caso contrário, vale mais a pena comprar.

Na poupança, por exemplo, é possível conseguir atualmente 0,50% ao mês (6,17% ao ano) mais Taxa Referencial, sem a incidência de IR. Se você considerar que aluguéis são corrigidos pela inflação, você pode também comparar a taxa de aluguel às NTN-Bs, títulos vendidos pelo Tesouro Direto que pagam uma taxa acima da inflação pelo IPCA. Atualmente elas pagam mais que 6% ao ano acima da inflação, antes de IR e taxas. Tanto poupança quanto títulos públicos podem ser vendidos mais facilmente que imóveis.

No exemplo anterior, portanto, a compra daquele imóvel específico não seria vantajosa, em termos financeiros. Veja como fazer os cálculos para comparar a taxa de aluguel com as aplicações financeiras.


Se sua ideia for financiar o imóvel, você terá que comparar a taxa de aluguel com o Custo Efetivo Total (CET) do financiamento. Nesse caso, a compra provavelmente seria ainda mais vantajosa, uma vez que as taxas de juros e outros custos dos financiamentos imobiliários podem facilmente rondar 1% ao mês. Dificilmente, aliás, se consegue um financiamento a taxas mais baixas do que a remuneração das aplicações financeiras acessíveis ao pequeno investidor.


2 - Não se prenda demais enquanto ainda é jovem

Para Nicola Tingas, economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi), jovens devem evitar ao máximo imobilizarem seu patrimônio e se prenderem a um lugar. Na opinião dele, a melhor coisa que um jovem pode fazer com seu dinheiro é investir na própria formação, em cursos de idiomas, em viagens, no aprendizado de novas tecnologias, enfim, na aquisição de experiência de vida.

Tudo isso ajuda o jovem a obter uma renda maior no futuro, assim como estar aberto a mudanças de cidade e até de país pode ajudar bastante no crescimento profissional. Além disso, essa flexibilidade também pode auxiliar em uma eventual mudança de trajetória. “Quando somos jovens, podemos querer mudar de carreira, fazer uma especialização, morar em outro país ou fazer outra graduação. Essas coisas requerem recursos, e o imóvel amarra demais a pessoa”, observa Tingas.

Ele ainda lembra que, pelo menos até os 30 anos, a renda do jovem costuma ser baixa em comparação ao tamanho do compromisso financeiro que é comprar um imóvel. Em geral, nessa altura da vida, o jovem ainda não tem reservas suficientes, e precisa financiar a maior parte do valor do imóvel durante um período muito longo de tempo.

Embora não seja possível comprometer mais de 30% da renda em um financiamento imobiliário, esse percentual já pode ser muito elevado para quem ainda tem uma renda baixa, não sobrando muita coisa para que o jovem possa investir em si mesmo. “O custo de oportunidade de comprar um imóvel financiado é muito alto, porque ao comprometer sua renda ainda reduzida com um financiamento, não sobra praticamente nada”, diz Tingas.

3 - Se precisar comprar um imóvel, encontre saídas flexíveis

Para Tingas, a idade de se estabelecer a ponto de começar a pagar um imóvel é a partir dos 35 anos. Porém, o especialista admite que comprar um imóvel pode ser a melhor saída para alguns jovens. Pode ser o caso de quem casou e teve filhos muito cedo e já tem planos familiares de longo prazo. Ou ainda de quem tem uma estrutura familiar frágil. “Se a família nunca teve casa própria e sempre morou muito mal, por exemplo, o imóvel pode funcionar como uma âncora emocional para o jovem”, diz o economista-chefe da Acrefi.

Ainda assim, sustenta Tingas, é importante manter certa flexibilidade, pois mesmo essas pessoas devem estar abertas a novas oportunidades. “Compre um imóvel pequeno, simples, bem localizado e que possa ser alugado ou revendido facilmente. Não precisa ser o imóvel dos sonhos. Hoje em dia, empregos, carreiras e casamentos não são mais necessariamente de longo prazo. O imóvel também não precisa ser para sempre, isso é muito relativo”, explica.

4 - Antes dos 30 você não precisa comprar, mas deve se preparar para isso

O consultor financeiro da Academia do Dinheiro Mauro Calil acha interessante ter um imóvel em seu nome aos 30 anos, mas não acha isso uma obrigatoriedade. O que é obrigatório, na opinião dele, é comprar um imóvel em alguma fase da vida, pois sempre precisaremos de uma moradia, mas nem sempre teremos disponíveis recursos para pagar o aluguel de um bom imóvel. “Ter onde morar traz segurança e independência para a família”, diz Calil.

Em função disso, o consultor acredita ser importante se preparar, desde o início da carreira, para fazer essa compra um dia. “O tempo é o senhor das finanças. Quanto mais cedo você começar a planejar essa conquista, mais fácil ela se tornará, mesmo que o salário seja baixo. Mesmo que não seja possível ter um imóvel quitado aos 30 anos, isso não deve ser motivo de frustração. Porém, nessa idade você já pode ter acumulado um volume financeiro alto o suficiente para dar uma boa entrada em um financiamento”, diz Calil.

Para Mauro Calil, a flexibilidade para ser transferido para outra cidade ou país não termina só porque se comprou um imóvel. “Nesse caso, basta aluga-lo. Este é um patrimônio que na pior das hipóteses abriga o proprietário, e na melhor delas, gera renda”, observa.

Nicola Tingas não discorda que um jovem deva poupar para comprar um imóvel quando a hora certa chegar. Mas acredita que essa decisão não deva “doer muito”. “O jovem não deve deixar de viver experiências enriquecedoras para apenas guardar dinheiro. Ele precisa estar aberto ao mundo para poder aumentar a capacidade de gerar renda”, comenta o economista-chefe da Acrefi.

5 - Se esperar muito, pode ficar tarde demais

Já o CFP José Raymundo de Faria Junior, planejador financeiro certificado pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros (IBCPF), acredita que não seja má ideia começar a financiar um imóvel antes dos 30. Para ele, ainda que não seja possível ou interessante entrar em um financiamento tão cedo, os jovens deveriam pensar em começar a pagar a casa própria ao menos aos 30 anos.

Na opinião dele, esperar demais para comprar também pode ser uma armadilha. Ele lembra que não é uma boa ideia deixar que o pagamento das parcelas mais altas do financiamento imobiliário coincida com o fim da adolescência dos filhos, pois as despesas com educação nessa fase da vida podem ser bem altas. Além disso, como os financiamentos costumam durar de 20 a 35 anos, quem começa a pagar a casa própria tarde pode só ter um imóvel quitado depois dos 55 ou até 60 anos.

“Entre os 25 e os 30 anos o jovem ainda tem tempo para financiar, tem mais facilidade para arrumar emprego e não tem os custos elevados de ter um filho. Agora, se sua carreira exige que você se mude ou se você quer ter uma carreira internacional, aí realmente comprar não vale a pena”, opina Faria.

O planejador financeiro não nega que os imóveis estejam caros, nem que seja preciso manter certa flexibilidade. Como hoje em dia está cada vez mais difícil comprar um imóvel, começar aos 30 com um apartamento menor e mais simples pode ajudar na compra de um imóvel melhor numa fase posterior da vida. “O jovem pode começar com um imóvel mais modesto, que em média pode subir aproximadamente o mesmo que os outros, e depois usar esse imóvel como entrada para outro melhor”, explica.

Fonte: Exame

PROJETO DE LEI PRETENDE AGILIZAR NEGOCIAÇÕES DE IMÓVEIS USADOS


Nos momentos finais da negociação de um imóvel usado, corretores e clientes enfrentam a mesma dificuldade. A necessidade de correr atrás de informações sobre o imóvel nos cartórios, isso para ter a certeza de que não há nenhum problema judicial impedindo a compra. Dependendo do tipo de documentação necessária, o tempo de espera médio para a efetivação do negócio é de quatro meses. Em alguns casos, o corretor perdeu a venda devido ao tempo do trâmite. 


Para agilizar essa situação, um projeto de lei tramita na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de Deputados com o objetivo de propor mudanças com relação ao registro de informações dos imóveis. De acordo com o projeto 5.708/2013, todas as informações referentes ao imóvel terão de estar em um único documento: a matrícula do bem. Dados sobre reformas, mudanças na estrutura, registros sobre espólio, bloqueio na Justiça, tudo deverá constar nesse documento. 


Se aprovada, a medida irá gerar economia de tempo na efetivação do contrato de compra e venda. O tempo médio para as certificações irá diminuir de quatro para menos de um mês. Certamente, a ação beneficiará tanto os corretores quanto os clientes que terão mais segurança e rapidez durante a compra. 


A responsabilidade de atualizar a matrícula do imóvel será do proprietário e também de algum terceiro com algum litígio envolvendo a repercussão financeira do bem. Se o imóvel for comprado e depois surgir alguma do pendência do passado, o comprador poderá acionar o primeiro proprietário, que deverá resolver o problema. 

Fonte: Publicidade Imobiliária

VENDA DE IMÓVEIS EM SÃO PAULO CRESCEM 33% ATÉ SETEMBRO

Segundo Secovi-SP, o volume de vendas de imóveis residenciais teve alta nos meses de janeiro a setembro de 2013, na comparação com mesmo período de 2012


As vendas de imóveis residencias novos na cidade de São Paulo tiveram alta de 33,3% de janeiro a setembro deste ano, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo a Pesquisa Secovi-SP do Mercado Imobiliário.

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De acordo com o levantamento do Secovi (Sindicado da Habitação de São Paulo), foram comercializadas 25.591 unidades nos nove primeiros meses de 2013, ante 19.204 de janeiro a setembro de 2012.

As vendas nos três primeiros trimestres deste ano, segundo a entidade, equivalem a 95% do total de vendas durante todo o ano passado, quando foram vendidas 26.958 unidades.

A pesquisa também mostra que o Valor Global de Vendas (VGV) de janeiro a setembro deste ano foi de 14,5 bilhõesde reais, praticamente atingindo o VGV do ano passado de 14,6 bilhões de reais (númeroatualizado pelo INCC-FGV, índice elaborado pela Fundação Getúlio Vargas). Em relação aos nove primeiros meses de 2012, quando o VGV atingiu 10 bilhões de reais, o aumento neste ano foi de 44,5%. 

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O estudo inclui dados da Embraesp (Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio) que mostram que o total de imóveis lançados até setembro, que somou 21.225 unidades, representa 74,4% do volume de lançamentos de 2012, que totalizou 28.517 imóveis. Segundo a Embraesp, houve crescimento de 25,4% nos lançamentos de janeiro a setembro de 2013 (21.225 unidades), em relação ao mesmo período de 2012 (16.932 unidades).

Os imóveis lançados até setembro deste ano representam 12,8 bilhões de reais, atualizados pelo INCC-FGV, ante os 9,4 bilhões de reais apurados dos primeiros nove meses de 2012.

De acordo com o levantamento, em setembro o índice Vendas sobre Oferta (VSO) do acumulado de 12 meses ficou em 66,9%, percentual superior ao dos meses de setembro (61,4%) e dezembro (56,6%) de 2012. O Secovi não detalhou o VSO do acumulado dos três primeiros meses do ano, mas afirmou que o ano se iniciou com o VSO girando em torno de 56% e apresentando crescimento consistente, até atingir o patamar de 67%, sendo que o pico foi registrado em agosto, com 67,4%.

Principais regiões

Nos três primeiros trimestres do ano, 34% das unidades lançadas se concentraram em cinco distritos: Barra Funda (1.825 unidades), Vila Prudente (1.719 unidades), Itaim Bibi (1.436 unidades), Vila Andrade (1.198 unidades) e Lapa (1.060 unidades).

Tipologia dos imóveis 

Assim como no intervalo de janeiro a setembro de 2012, o mercado de dois dormitórios continua liderando a participação de vendas neste ano, mas reduziu sua participação, que passou de 53,6% no acumulado de nove meses de 2012, para 44,8% no mesmo período de 2013. Segundo o Secovi, essa retração pode ser atribuída, entre outros fatores, ao aumento da participação das vendas de imóveis de um dormitório, que passou de 10,8% entre janeiro e setembro de 2012, para 25,3% no acumulado até setembro deste ano.

Segundo a pesquisa, todos os segmentos apresentaram alta. Foram vendidas 11.454 unidades de 2 dormitórios nos 9 meses deste ano, diante de 10.302 imóveis em igual período de 2012 (alta de 11,2%). Entre os imóveis de um dormitório houve alta de 213,1%, com 6.485 imóveis vendidos até setembro deste ano, ante as 2.071 unidades do mesmo período do ano passado.

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As vendas de 3 dormitórios acumuladas neste ano totalizaram 5.580 unidades, superando em 6,8% as 5.224 unidades comercializadas em igual período do ano anterior.

Fonte: Exame